Então vai pro papel

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Às vezes pensar não é suficiente, às vezes nem dizer. Então vai pro papel, mas não é um desabafo. É algo que além de dizer você quer poder rever. E quer que outros vejam também é claro.

Do que eu acho


Eu acho que para escrever não se tem que ser nada.
Bom, se tem que ser gente e alfabetizado. Para mim todos os seres humanos são gente, não há a distinção a partir do estado de civilidade da pessoa. Em algum nível nós temos de ser todos iguais, não? Eu tenho a impressão de que todos têm o desejo de escrever. Acho que o que os impede varia de caso para caso.
Eu não sei se é comum, mas não é o meu caso de escrever pensando no alcance das minhas palavras. Eu nunca vi o alcance espetacular de coisa nenhuma. Note que eu não confundo "alcance espetacular" com uma coisa capaz de deslumbrar um número grande de pessoas. Por "alcance espetacular" eu penso em algo capaz de transformar positiva e profundamente algo fundamental.

Eu sempre gostei de escrever. Antes disso, eu sempre gostei de ler. Não sou de grande inteligência nem dita culta. Eu só gosto de ler e de saber mais coisas. Não me interessando pra que que essas coisas vão me servir. Afinal, já me foi dito uma vez: "Saber só serve pra ficar sabendo". Eu gostei disso, mas acho que só se compreende realmente dentro do contexto. Uma pena.

Eu não promovo divulgação do que eu escrevo porque não sei enxergar a utilidade disso para as pessoas. O que não significa que eu considere como inútil.
Eu não assino porque não quero me preocupar com as possíveis associações das coisas que eu escrevo com a pessoa que eu sou, que eu sei que eu sou.

Eu acho que eu não acho nada. Eu acho que eu preciso é perceber.

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