Então vai pro papel

Bem-vindo!

Às vezes pensar não é suficiente, às vezes nem dizer. Então vai pro papel, mas não é um desabafo. É algo que além de dizer você quer poder rever. E quer que outros vejam também é claro.

Estive pensando...


... Péssima idéia, eu sei. Mas acontece, a cabecinha nunca pára de funcionar (pensando besteeeira né? ok, agora eu tenho crédito) e de te mandar, em geral, idéias ruins.

Bem, eu não sou cri-cri e por isso as minhas amigas me consideram, como dizem por aí, uma menina "pra-frentex" (moderna, liberal ou vagabunda, você escolhe). Mas eu tenho lá o meu conservadorismo. Apesar de não ter um pingo de seletividade, de critério na "night" - por exemplo a ponto de ficar com carinha que chega dizendo "Aí, eu sou gay, mas tô muito afim de ficar com você" - eu sou meio sem graça para os atuais padrões da pegação. Porque eu não vejo (mais) grande coisa em ficar com desconhecido na "night". Sabe, aquele agarra-agarra sem sentido? É, hoje eu acho sem sentido.

Então, por conta desse rebaixamento da minha sensibilidade sexual (será que eu só tenho pegado cara "fraquinho"?) aconteceu que agora eu só realmente me interesso (se interessar = querer comer) pelo cara depois que o conheço. É eu sei, clássico chato, mas que posso fazer? Eu não vou mentir. Não mentia quando tinha impulsos verdadeiramente cachorrísticos (ok, essa palavra não existe), porque vou mentir agora que virei uma menina virtuosa (virtuosa = sem graça)?

Agora, o problema em "ser uma menina virtuosa": Antes, você já conhecia "o cara" do cara de cara (compreende?). Já sabia rapidinho com quem estava lidando. Agora? Agora eu me fodo. Ou melhor (pior!), não me fodo. Pelo menos não muito legal (Down side da escrita: só te avisam que você perdeu a linha depois da coisa ficar preta). Se você "perde tempo" conhecendo o cara, nesse tempo você já se envolveu. Não necessariamente emocionalmente (até pq eu cuuusto a me envolver emocionalmente), mas se você vai conhecendo o fulano com segundas intenções não explícitas é muito mais difícil se livrar dele depois (quando rolar a "surpresinha legal" na segunda base). Porque uma coisa é dar toco num cara quando a relação é simples e direta (só de sacanagem, leia-se). Outra coisa é dar toco quando a relação é qualquer coisa que você não sabe exatamente o quê. Quer, dizer, você sabe o que é, e ele pode até saber também, mas se não é explícita a relação, você vai terminar o quê??

Então está decidido, comer antes, decidir se gostou depois. Nada mais lógico. (Né?)

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